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Archive for the ‘Pedalando’ Category

Pedal no Deserto

November 10th, 2009 Marcelo Jardim No comments

Pedal que fiz no deserto da California. Estrada entre California e Nevada.

Machuquei meu dedo ontem e não estou conseguindo digitar com a eficiência necessária para escrever um post com os detalhes do pedal que fiz no deserto. Assim que melhorar coloco algo no ar. =)

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Ciclovias e acostamentos sinalizados

October 27th, 2009 Marcelo Jardim No comments

Ciclovias e acostamentos sinalizados

  • Wilson Teixeira Soares
    Jornalista, ciclista, ex-conselheiro da ONG Rodas da Paz

    O outdoor cravado no canteiro central da Estrada Parque Dom Bosco, nas imediações da QI/QL 26 do Lago Sul, chama a atenção para a obra 1.356 do GDF: “implantação de vias para ciclistas”. A propaganda, à leitura rápida, induz a engano. O outdoor, em branco e verde, encabeçado pelo vocábulo ciclovia, sugere que o governo está a construir, ao longo da EPDB, uma via que segrega os ciclistas do trânsito.

    Uma ciclovia é um espaço restrito aos que pedalam, área na qual veículos automotores não podem trafegar, como as ciclovias do Varjão e de São Sebastião. Não. O GDF não está a construir uma ciclovia na EPDB. A obra, que teve início e que, sabe-se lá a razão, parece ter sido paralisada, não implica a construção de uma via exclusiva. O que o governo está a fazer, com lentidão, é sinalizar os acostamentos da principal artéria do Lago Sul.

    O foco é oferecer maior segurança aos usuários da bicicleta que na área trafegam. Porque a EPDB, além de ser rota de trabalhadores inúmeros, é área de treinamento de ciclistas-atletas de Brasília. A iniciativa de sinalizar horizontal e verticalmente os acostamentos insere-se no projeto cicloviário do Distrito Federal, que foi debatido com a Rodas da Paz e recebeu sugestões para seu aperfeiçoamento do ex-presidente da ONG, o engenheiro e ciclista Maurício Gonçalves.

    A implantação do acostamento sinalizado, que garantirá maior segurança a quem pedala, tem função pedagógica — advertir para a presença de ciclistas na pista e constranger os motoristas a dirigir em velocidade moderada e a não perder a atenção. Apesar da implantação dos acostamentos sinalizados ser uma conquista cidadã, vozes da reação estão a protestar contra a decisão do governo por ignorar que as vias públicas são bens comuns a veículos automotores, ciclistas, pedestres, portadores de necessidades especiais, crianças e idosos.

    Ao investir contra a implantação dos acostamentos sinalizados, adensam a convicção cultivada por expressivo segmento de motoristas de que as vias públicas são propriedades privadas dos veículos automotores. O ideal seria, na verdade, a desnecessidade de ciclovias. E de ciclofaixas. E de acostamentos sinalizados. O ideal seria que o sistema de ensino tivesse competência para, em todos os níveis, educar para a mobilidade urbana e conscientizar sobre os direitos e deveres de cada um no trânsito.

    Assim fosse, os motoristas saberiam que o Código de Trânsito Brasileiro reza que os ciclistas têm o direito de pedalar nos acostamentos. E que, inexistindo esses, devem conduzir as bicicletas pelo bordo da pista. A reação aos acostamentos sinalizados embute, contudo, uma dose de risco — a de induzir a uma iniciativa legislativa para proibir os ciclistas de pedalar nas vias públicas. Risco real, porque, no Brasil, é comum projetos de lei nascerem de ideias absurdas e até mesmo inconstitucionais.

    Além de dispor sobre como os ciclistas devem trafegar, o Código de Trânsito Brasileiro disciplina que ultrapassar pelo acostamento é infração grave, punida com multa e apreensão do veículo. A prática, no entanto, é costumeira tanto no Lago Sul quanto no Lago Norte. Quem faz tal manobra coloca em risco de morte os ciclistas. E o faz conscientemente, assumindo o risco a ela inerente — o de incorrer em homicídio por dolo eventual. Como o motorista que, embriagado, dispõe-se a apostar um racha, dirigindo a velocidade absurda, no vão central da Ponte JK.

    Ciclovias são obras úteis se construídas nas rotas utilizadas pelos usuários da bicicleta. De nada adianta construir uma, por exemplo, às margens do Lago Paranoá. Será um investimento perdido, utilizado, talvez, para o lazer. Quem treina ou pedala por necessidade não se desviará do trajeto habitual. E não o fará por motivo de fácil compreensão. A rota de utilização costumeira será sempre a habitual ou a mais curta. Como o direito à utilização das vias públicas é comum a todos, independentemente de como o veículo seja propulsionado, resta ao poder público uma opção — a de minimizar os riscos dos que nas ruas pedalamos.

  • Aproveitando o Momento

    October 26th, 2009 Marcelo Jardim No comments

    Estamos tão acostumados a pedalar de uma maneira tão constante (querendo quebrar o próprio recorde) que esquecemos de apreciar todo o cenário que esta a nossa disposição. Quantas vezses pedalamos ao entardecer e esquecemos de admirar o por do sol ? Qual o objetivo de se pedalar ? Trazer novas experiências ou conhecer novos limites? Com certeza os dois, por isso que eu sempre procuro pedalar o mais forte que posso e utilizar o tempo de descando para recarregar minha alma com todas as experiências e paisagens que o ato de pedalar me oferece diariamente.DSC09392 []

    Pensando nisso eu resolvi mudar a maneira que eu encaro o ato de pedalar, agora será algo mais social já que eu decidi voltar a treinar apenas depois do inverno. Pensando nessa maneira eu tive algumas experiências que gostaria de passar para vocês.

    A vantagem de se pedalar em uma cidade internacional como Los Angeles é o fato de você ter contato com pessoas de todos os lugares do mundo. Com o tempo você vai identificando a personalidade da pessoa com o lugar que ela é… Lembro do pedal que fiz com uns jamaicanos e eu simplesmente não conseguia parar de rir, tudo para eles é motivo de piada e chacota… Por isso que é difícil levar um treino a sério, eles estão querendo é sorrir =) Certo eles.

    Outro momento que sempre pipoca na minha cabeça foi no dia que eu pedalei com um Italiano (com seus 78anos de idade) que correu o Giro D’Italia. Nunca pensei que o corpo humano conseguisse chegar em uma idade avançada tão forte e disposto. Em poucos minutos ele conseguiu transmitir que ciclismo é sempre continuar pedalando e sempre sentir prazer em cada movimento do pedal. No tempo que pedalamos juntos ele se sentiu orgulhoso em me falar da experiência dele como ciclista profissional e que até hoje é o que o faz seguir adiante.

    Posso contar também que alguns pedais que fiz eu cheguei a ficar um pouco nervoso… Principalmente quando pedalei com alguns ciclistas que só olhava pela TV. Lembro no dia que pedalei com o Tyler Hamilton e literalmente não sabia o que fazer… Na hora eu só pensava… Esse cara já foi campeão mundial. Que pena que a carreira dele acabou de uma maneira tão triste.

    Além dos pedais inesquecíveis, os eventos que acontecem por aqui são excelentes. Interbike, Tour of California, Sea Otter Classic, Manhattan Grand Prix e vários outras provas e festividades fazem com que a comunidade ciclística daqui seja gigantesca. Acho que quase toda semana tem algum evento rolando na grande California e isso faz com o que o ciclismo seja uma raça. Para indentificar, basta olhar a perna raspado… Na hora você já pensa… Pau de Rato, duvido pedalar mais forte que eu. =)

    Falando em Tour of California, tive o imenso prazer em saber que uma das etapas será realizada em Los Angeles… Excelente notícia, ainda mais que o mesmo será no dia do meu aniversário… Melhor ainda é saber que o Lance Armstrong estará presente. Será a quarta tentativa que terei para vê-lo pessoalmente ( 1 – Interbike 2008 -  onde ele oficialmente falou que iria voltar a correr – eu estava em Las vegas, mas prefiri ficar no hotel. 2 – Tour of California 2009 – meu chefe não me liberou para assistir. 3. Pedalar com ele em Pasadena… Esqueci de checar meu Twitter) e dessa vez não deixarei passar em branco.

    É tão curioso como um esporte pode transmitir várias sensações e sentimentos com diferentes significados, mas no final tem apenas um objetivo, nos tornar pessoas melhores.

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    Giant 2010 – Dia de testes

    October 22nd, 2009 Marcelo Jardim No comments

    Hoje fui escalado para testar os modelos que a Giant vai por no mercado para 2010 e tive um gostinho do que é um emprego dos sonhos para quem adora ciclismo. Em geral essas “Demo Rides” são feitas em duas sessões, parte de seminários e parte prática.  DSC09530 []

    Nos seminários a Giant explicou qual a estratégia deles para 2010 e todas as atualizações em relação aos modelos 2009. Esse ano as novidades foram voltadas para as Mountain Bikes e a própria produção de componentes pela Giant. Excelentes novidades.

    Poderia escrever vários posts só falando das novidades técnicas e o porque dessas novidades, mas esse não é o meu objetivo. Estou aqui para falar da experiência que tive em pedalar essas bikes.

    Eu escolhi uma mountain bike e uma road bike para testar nas três horas que tive em um parque reservado para trilhas em Orange County, CA. As escolhidas foram a Giant XTC 29ER e a TCR Advanced SL 2, pois serão as duas bikes que me vejo pedalando no Brasil com o pessoal do Piki da Trilha em Brasília, DF .(abraço para o pessoal do Piki).

    DSC09547 []Iniciei meu trajeto com a XTC 29 para ver como é a sensação de pedalar uma Bike Cross Country com uma roda de 29″. A primeira sensação é que estamos pedalando em uma bicicleta que parece ser no tamanho maior que o tamanho real para uma MTB, mas é algo que conseguimos acostumar rapidamente  e notar como é vantajoso em se ter algo tão mostruoso.

    Iniciei os testes em uma estrada de terra com algumas subidas e descidas. Na hora da subida eu achei absurdamente mais fácil de escalar, já que com o tamanho da roda fica mais fácil em passar uma certa potência direto para  a bicicleta. Nas descidas eu não tive muitas dificuldades para controlar a bike, já que  (novamente) as rodas faziam a metade do trabalho para mim. Algo interessante que o representante da Giant nos falou, foi que a Giant direcionou bastantes estudos na hora de desenvolver as próprias rodas para esse tipo de bicicletas, já que outras fabricantes não tiveram tanto sucesso assim.

    DSC09533 [] []

    A segunda parte de testes foram trilhas mais técnicas com descidas alucinantes. California é conhecida por ter excelentes subidas e descidas quando se trata de Moutain Bikes, já que por aqui tem montanhas por todos os lados.

    Passei uns anos sem pedalar Moutain Bike e achei que teria bastante dificuldades para poder conseguir acompanhar a velocidade e agilidade de se pedalar em um terreno totalmente diferente do que estou acostumado, mas com a XTC 29ER não tive qualquer tipo de problemas.

    Lembrando que não estou aqui para divulgar qualquer tipo de marca, sou ciclista por que gosto de bicicletas e pedalaria qualquer marca. Tive a chance de pedalar a Giant e simplesmente achei espetacular.

    Uma das coisas que mais gostei nessa bicicleta foi a capacidade de acelerar sem dificuldades. O tamanho do aro permite isso sem ter que gastar muita energia e isso é um excelente fator para quem quer ter o melhor rendimento durante o pedal. DSC09542 [] []

    Nas descidas técnicas eu consegui passar pelos obstáculos com facilidade e  bastante estabilidade. Nunca me senti tão seguro com uma bicicleta na hora de uma descida como senti com a 29ER. Durante o pedal eu comparei a mesma com um trator, que passa por cima de tudo sem qualquer tipo de dificuldade.

    Para quem gosta de fazer pedais longos, trilhas técnicas com rendimento e não gosta da maneira que as Full Suspension funcionam, as 29ER’s funcionam perfeitamente. Eu particularmente nunca gostei de MTB com suspensão traseira, pois fui criado com hardtail e adoro a agilidade que tenho com esse tipo de bike.

    Caso vocês tenham a oportunidade de testar esse tipo de bike eu realmente recomendo.

    A segunda bike que tive o prazer de testar foi a nova Giant TCR Advanced SL 2, as novidades em relação ao modelo 2009 foram: stem, handblebar e o groupset Ultegra 6700. Como falei anteriormente, a Giant resolveu substituir o race face para sua própria linha de componentes para 2010.

    DSC09566 [] []Eu tenho a versão 2009 da TCR e não tenho palavras para descrever a qualidade dessa máquina. O quadro realmente é bastante rígido, responde incrivelmente rápido e confortavelmente eficiente.

    O ultegra 6700 funciona perfeitamente e as manetes de carbono deram um toque a mais no estilo clean que essa bike traz. Outra mudança para 2010 foi a mudança do ângulo para o Stem para uma versão mais aerodinâmica e o handlebar vem com uma versão mais longa para uma melhor eficiência.

    A Giant fez um excelente trabalho para as bikes 2010 e espero trocar de máquina em breve. Quem sabe não sai um patrocínio esse ano? =)

    Brasília – Baixaria no Governo (Arruda)

    October 22nd, 2009 Marcelo Jardim No comments

    Acabei de receber esse e-mail abaixo de um amigo de Brasília e gostaria imensamente de apoiar essa causa. Acho uma vergonha o que os políticos no Brasil fazem com a população. O Governador do DF tem condições de gastar dinheiro público na hora de utilizar um helicóptero para apertar a mão de um jogador de futebol, mas prefere cortar gastos na hora de tornar a cidade um lugar melhor para se viver. Que tipo de político é esse?

    Segue abaixo o e-mail.

    Creio que vocês já sabem, né?! Pois é. O Gov. do DF, o Arruda, passou o rodo nas promessas de fazer do Distrito Federal um exemplo para o Brasil no assunto ciclovias. Ele simplesmente podou QUATROCENTOS KMS do debatido, esmiuçado e esperadamente precioso Projeto Cicloviário do DF.
    O Projeto teve ampla divulgação na imprensa local, nacional e internacional. Foi falado aos quatro ventos para embaixadores e até no Ministério das Cidades, no BICICULTURA do ano passado, se botou falou dele aos quatro ventos e o escambau…

    Foram MUITAS horas de reuniões, consultorias, etc, para montar um projeto que atendesse aos anseios da população, que até quer, mas não possui rotas seguras para se deslocar de casa até os locais de trabalho.

    Na época, a Superintendente do DER, a Mônica Veloso, abriu as portas para debates semanais na sede do DER, e ali se reuniam representantes da ONG Rodas da Paz, grupos ciclísticos do DF, consultores e representantes do GDF.
    A Elizabeth Veloso era presidente da Rodas da Paz naquele tempo, e o Leandro Salim, que depois se tornou presidente da Rodas, fez pesquisas, entrevistas e montou um excelente trabalho, que serviu de base e até hoje tem os dados que o Leandro levantou utilizados pelo PROJETO PEDALA DF.

    Bem, está claro que o governador também está cercado por vários secretários e acessores que não são lá muito – ou nada – competentes e que não entendem – e nem querem – que este projeto siga em frente. Caso do Sec. de Transportes, o truculento Fraga.
    O que foi feito até aqui até que nos dava esperanças, apesar das mutilações no projeto original, falta de sinalização, acabamento abaixo do sofrível, etc.

    Mico geral do Gov. Arruda. Caraca!

    Bom, o que fazer então???!!!

    Mermão, BOCA A BOCA NO TROMBONE e entope a caixa do Arruda com correspondência reclamando dessa baixaria. Vamos fazer aí um mega abaixo-assinado via ONG Rodas da Paz e mandar direto pro Governador.
    Escreve para a imprensa local, nacional e internacional falando dessa falta de compromisso com o que prometeu em público.
    O próximo ano é eleitoral. Vamos agitar a bagaça!

    Não vamos ficar quietinhos não, minha amiga e meu amigo. Se você não fizer nada, NÃO VAI TER NENHUM DIREITO DE RECLAMAR AMANHÃ.

    Se liga na fita e vamos à luta!

    Qual o problema?

    October 13th, 2009 Marcelo Jardim 1 comment

    O que acontece com a humanidade? Essa é uma pergunta bem filsófica quando queremos uma pergunta exata, não é? Para ser mais exato, vamos reformular a pergunta para “Por que o ser humano  não quer ceder?” Vocês devem estar se perguntando o que esse tipo de pergunta tem a ver com ciclismo, correto? Para ser bem sincero, está totalmente relacionado.

    Como ciclista eu preciso compartilhar o mesmo espaço que os carros usam e, por causa desse detalhe, o que deveria ser uma atividade para aliviar a tensão do dia-a-dia, acaba se tornando o fator principal de todas as minhas preocupações. Qual o problema com os motoristas? O que custa  perder alguns segundos e dar um pouco de espaço para uma bicicleta?share []

    Semana passada eu estava indo trabalhar e um carro passou raspando enquanto estava pedalando em uma via sem movimento em Mahattan Beach. Eu paro ao lado do carro e, com toda educação que meus pais me deram, peço gentilmente para que o dono de uma enorme Mercedes Benz me desse um pouco mais de espaço (já que ele poderia ter causado um acidente.) Ele, com todo seu poder de americano dentro de um carro alemão me falou que a s bicicletas não devem ser pedaladas nas ruas. Já que os americanos pensam saber tudo, o motorista não quis escutar a resposta e partiu assim que o semáforo abriu. Passei um tempo pensando e, o verdadeiro culpado disso tudo é o meu pai, já que ele nunca me ensinou a voar. Isso mesmo… Voar. Vamos fazer uma breve análise da situação… Já que eu não posso pedalar na calçada por ser perigoso (e contra a lei) e não posso  pedalar nas ruas por ser contra o ego dos motoristas, eu tenho que voar para me sentir seguro (até o momento que os pilotos começarem a reclamar).

    Um dos motivos pelo qual os motoristas não respeitam os ciclistas aqui em Los Angeles é o fato de não ter uma legislação ou campanha educativa clara em relação qual os deveres dos ciclistas e motoristas quando ambos ocupam a mesma via. Uma outra vez uma senhora reclamou comigo dizendo que ela sabia da lei e que bicicletas só deveriam ser utilizadas na calçada. Que lei é essa? Esse é outro grande problema dos seres humanos… Acharem que sabem tudo e que sempre estão certos. Em outros casos o problema é a falta de educação/conscientização. Devemos sempre procurar saber o que estar certo ou errado e o governo tem que estar presente com campanhas educativas, placas de sinalização, ciclo faixas e ciclovias.

    Qual o problema com o governo? Quando morava no Brasil era sempre um problema quando precisava ter acesso aos governantes. Quando tinha uma chance eles nunca tinham disposição suficiente para ouvir ou tentar fazer algo. É realmente desmotivante.

    Qual o meu problema? Quando falo do meu problema eu estou querendo falar do problema do ciclista em geral. Sempre devemos denunciar quando algo errado acontece nas vias e que pode colocar nossa vida em risco.  Vá a delegacia mais próxima e faça um boletim de ocorrência. Muitas vezes pensamos que não vai dar em nada, mas se a delegacia receber dezenas ou centenas de denúncia eles vão ter que investigar. Faça sua parte. Sempre carregue uma câmera fotográfica e registre o que quer que aconteça. Pode ser útil no futuro.

    Vamos fazer acontecer e ajudar a tornar nossa cidade um lugar mais seguro.

    Realidade de Los Angeles

    September 30th, 2009 Marcelo Jardim No comments

    Sempre me perguntam como é a vida aqui nos Estados Unidos, se o país é um lugar bom para se morar, se a bicicleta é tratada com o devido respeito e se as leis são aplicadas como deveriam. Abaixo eu falarei um pouco de como é a vida de bicycle commuter na cidade que nunca para.

    Atualmente estou morando em Los Angeles, que é considerada a cidade que mais tem carros e imigrantes no país (isso já é um fator que assusta muita gente em termos de trânsito, qualidade do ar e o tratamento entre as pessoas),sabendo do atual cenário, faço meu trajeto de casa para o trabalho de bicicleta. São 65 km diários com direito a subida, descida, transito, ciclovia, ciclo faixa, praia, vista de motanhas (com ou sem neve), parques e de muita gente de todas as nacionalidades.

    Quando eu pedalava no Brasil eu tinha problemas com os motoristas quando se tratava no cumprimento da lei, já que lá é obrigatório ter uma distância de 1,5 m entre o carro e a bicicleta. Aqui a situação é diferente já que não existe uma lei no estado da California que exija que o motorista mantenha uma certa distância. Conversando com um amigo policial ele me informou que as bicicletas obedecem a mesma lei que os carros, mas com a vantagem de se ter prioridade por se tratar de um meio de transporte de menor tamanho.

    Lembro que quando tinha problemas enquanto pedalava a polícia (civil e militar) falava que eu só poderia denunciar se eu fosse atropelado. Pior que uma polícia incompetente é uma polícia preguiçosa. Pelo fato de ninguém querer fazer algo, a polícia se acomoda esperando que outros o façam… Mas deixa eu perguntar… Se a polícia não vai nos proteger, quem irá? A lei esta presente, falta alguém fazer que seja cumprida.

    Abaixo irei citar algumas vantagens e desvantagens de se pedalar em Los Angeles.

    Algumas vantagens que tenho como ciclista em Los Angeles:

    1. A polícia  tem um registro de todas as denuncias que são feitas sobre um determinado motorista que comenteu alguma infração. Como exemplo posso citar um carro em Beverly Hills que cortou alguns ciclistas e freiou bruscamente resultando na colisão das bicicletas no veículo. Quando os policiais chegaram,  descobriram que o mesmo tinha tentado fazer a mesma manobra para ferir outros ciclistas em uma ocasião  anterior.
    2. Quando ocorre algo em que o ciclista sofreu algum tipo de dano, os processos são efetuados de maneira rápida. Conheço casos em que uma ciclista sofreu uma colisão  e foi acertado um acordo no valor de U$ 10.000,00 poucos dias depois. A justiça funciona sem burocracia.
    3. De casa para o trabalho eu utilizo ciclovias ou ciclofaixas em 85% do trajeto.
    4. Los Angeles é dividida em menores cidades (com regras que diferem de uma para outra)  e em algumas delas as bicicletas são mais comuns (e com isso os conflitos são bem menores). Santa Monica é um lugar que você encontra bastante bicicleta em todos os lugares, ficando um lugar tranquilo quando eu quero fazer um pedal sem estresse.

    Algumas desvantagens:

    1. Os motoristas estão sempre estressados, já que o trânsito por aqui não funciona. O estado da California teve a opção em escolher na hora de investir o dinheiro em transporte público/ciclovias ou em Freeways para os carros… Infelizmente fizeram a escolha errada e hoje estão pagando caro por isso.
    2. Os motoristas não são educados o suficiente, muitos deles não sabem que bicicletas e carros utilizam as mesmas regras. Um dia eu recebi uma buzinada em uma senhora em um novíssio Mercedes Benz e eu fui perguntar o que eu tinha feito de errado… Gritando e cuspindo ao mesmo tempo ela me falou que sabia a lei de trânsito e que lugar de bicicleta é na calçada (essa história será um post no futuro… Aguardem).
    3. É muito fácil tirar carteira de motorista e a qualidade dos motoristas não é das melhores.
    4. Não existe uma lei que  o motorista deve manter uma distância dos ciclistas. Em outros estados essa distância é de 3 feet.

    Apesar de tudo que acontece, sempre é gostoso se pedalar. Quem tem uma bicicleta não precisa de plano de saúde nem de consulta com psicólogo.

    DSC09389 []

    Mais um pedal em Malibu.

    Conselho que eu gostaria de passar para a comunidade ciclistica no Brasil:

    Sempre devemos denunciar qualquer tipo de infração com todas as informações possíveis, pois servirá como auxílio para outros casos no futuro. Quando algo acontecer vão na delegacia e façam um boletim de ocorrencia, façam exigir o seu direito co mo cidadão. NÃO SE ACOMODEM.

    Abaixo um vídeo comparando LA com Amsterdam

    Nesse pequeno trailer é feita uma comparação entre morar
    em Los Angeles e em Amsterdam.

    Interbike 2009 – Fotos

    September 26th, 2009 Marcelo Jardim No comments

    Algumas fotos que tirei na Interbike 2009. Para ampliar é só clicar na imagem.

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    Interbike – Parte 2

    September 26th, 2009 Marcelo Jardim No comments

    Nesse segundo resumo de como foi a  Interbike,  falarei um pouco de como foi a feira para mim como vendedor e como cliente. Como vendedor, achei o fato de alguma das maiores marcas não estarem presente na feira uma falha enorme. Ano passado todas as marcas (exceto a Trek) estavam presentes. Em 2009,  Giant, Trek, Felt e Cervelo não marcaram presença… Fui procurar saber o motivo e os representantes disseram que era mais barato fazer um evento particular do que ser exibido na feira em Vegas. Too bad, já que muita gente veio de outros paises para terem acesso a essas marcas.

    Como cliente é sempre bom ter acesso ao melhor equipamento existente no mercado. =)

    Abaixo eu coloquei um vídeo em homenagem ao meu amigo Eric mostrando as Wilier para 2009. A Wilier esse ano ficou conhecido com a vitória do Alessandro Ballan no campeonato mundial (tentará defender o título amanhã).

    No vídeo abaixo eu mostro o booth da SRAM, e lá estavam expostas as bikes mais importantes que utilizam SRAM no cenário internacional. A primeira a ser exibida é a giant MTB  do americano Adam Craig, que é o melhor ciclista cross country nos USA na atualidade, a próxima foi a bike utilizada na primeira etapa do tour de france pelo Fabian Cancellara, a amarela foi a do Alberto Contador na ultima etapa do Tour 2009, a Specialized é a utilizada pelo Andy Schleck e a última foi a do retorno do Lance Armstrong. Espero que gostem.

    Esse ano para mim foi apenas uma visita rápida para saber como seria a feira após um ano com a economia tão abalada. Para vocês terem idéia, estamos vendendo algo em torno de 40% a menos do que o ano passado (não apenas a loja que trabalho, mas todas as lojas tiveram uma queda considerável) e muitas empresas cortaram gastos desnecessários (não é a toa que algumas marcas não apareceram na Interbike). A previsão é que uma boa parte das lojas pequenas aqui na California fechem até Janeiro do ano que vem. Espero que algo de bom aconteça e evite isso.

    Gostaria de fazer uma pergunta para todos vocês. Qual a probabilidade de dois paraibanos se encontrarem em Las Vegas? Será que existe algum estudo desse tipo por aí? Na minha estatística é uma vez por ano, já que no ano passado eu me encontrei com o Pepe da Bike Tech Pepe e  esse ano foi a fez do Leonardo Casado da X Bike (ambos de João Pessoa). Como sempre a Paraiba marcando presença. No outro dia eu descobri que outro paraibano que mora em Vegas também marcou presença… Meu amigo Walter Cascao. Que pena que não deu para me encontrar com ele, já que meu tempo foi curto esse ano.

    É isso aí gente, caso tenham perguntas me escrever no e-mail marcelo@mjardim.com

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    Interbike 2009 – Parte 1

    September 25th, 2009 Marcelo Jardim No comments

    Como escrevi no post anterior, é hora da interbike 2009, uma das maiores feiras de bicicletas do mundo realizada em Las Vegas, NV.  Basicamente essa feira foi criada como uma maneira de confraternização entre os trabalhadores da área e para os representantes começarem a fazer os pedidos para o ano seguinte. Muita gente pensa que ela é para mostrar as novidades, mas com a velocidade da informação, semanas antes já sabemos o que iremos encontrar. DSC09315

    A grande novidade desse ano foi a popularização do Shimano Di2 (câmbio eletrônico da Shimano), tive a oportunidade de testar e simplesmente foi um dos melhores gadgets que poderia existir no meio ciclístico. Conversei um pouco com os representantes da Shimano e um deles me explicou como o Dura-Ace Di2 estava tornando a vida das pessoas mais fáceis. Ele citou o caso de uma atleta daqui dos USA que sofreu um acidente e teve que abandonar o esporte pela dificuldade que era em pedalar uma road bike com a atual estrutura de

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    cambios (ela perdeu a parte da mobilidade dos braços, fala e a confiança em pedalar novamente). Com o instalação do Di2, ela conseguiu voltar a pedalar e, melhor ainda, voltou a se sentir confiante em cima de uma bicicleta. Isso é um exemplo da tecnologia conseguindo dar a vida de volta a um atleta após um grave acidente. Parabéns para a Shimano. Fotos do Shimano Di2 ao lado.

    Da Shimano eu fui visitar meu amigo Fred Faustman, que é representante da Scott bikes aqui em Los Angeles e ele me mostrou a máquina do Mark Cavendish… A bike é simplesmente espetacular… Fiz um pequeno vídeo com os detalhes da Scott Addict e os adesivos em cima representam cada stage que o Mark ganhou no Tour de France, o cara é simplesmente o homem mais rápido do mundo em uma road bike.


    DSC09188 []Andando perdido na imensidão da feira, sem querer eu achei conhecer uma pessoa que estava sentado em uma cadeira e assinando uns posters… Quando a ficha cai eu noto que é o Levi Leipheimer, um dos melhores ciclistas dos USA na atualidade e, para não perder a viagem, resolvi também pedir um autógrafo para esse exemplo de atleta. Tive o prazer de acompanhar suas duas vitórias aqui no Tour da California e ano que vem estarei presente em quase todas as etapas. Não sei como é para vocês, mas para mim é orgulhoso conhecer um atleta desse nível, já que antes eu só tinha acesso quando acessava as provas pela internet (já que no Brasil o único esporte que se passa na TV é o Futebol… Vergonha!).

    É isso aí pessoal, essa foi a primeira parte de como foi a Interbike 2009, em breve colocarei mais novidades aqui para vocês.

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